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| Clube de Leitura - Fevereiro de 2016 |
| segunda-feira, 22 fevereiro 2016 13:07 | ||||
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O Livro do Chá de Kakuzo Okakura O Clube de Leitura parte à descoberta da obra do escritor japonês Kakuzo Okakura que na sua obra O Livro do Chá, faz uma reflexão em torno do Ser Humano, da Beleza e da Natureza. Kakuzo Okakura nasceu em Yokohama em 1862. Crítico e professor de arte, participou na fundação da primeira Academia Japonesa de Belas Artes e do Instituto Japonês de Belas Artes. Mais tarde, nos Estados Unidos, trabalhou no Museu de Belas Artes de Boston. Escritas em inglês, as suas principais obras, "O Livro do Chá" (1906) e "The Ideals of the East" (1903), deram a conhecer a arte asiática aos ocidentais. Kakuzo Okakura foi uma referência intelectual para personalidades como o filósofo Martin Heidegger e o poeta Ezra Pound. Morreu em Tóquio, no ano de 1913. Superado o impacto inicial da abertura cultural e econômica ocorrida no Japão da Era Meiji, a cultura japonesa, então em crise devido a uma progressiva 'ocidentalização', começa a reagir. Artistas e pensadores passam a refletir sobre o ponto de equilíbrio a ser alcançado entre renovação e tradição. Se a economia do país necessitava de fato de uma modernização, o mesmo não se poderia aplicar indiscriminadamente a uma cultura secular como a japonesa. Nesse contexto surge, em 1906, este "O livro do chá", o terceiro do escritor Kakuzo Okakura. Escrito em inglês, com o objetivo de levar a obra a um maior número de leitores, "O livro do Chá" é muito mais que um livro explicativo sobre chanoyu, a cerimônia do chá. Trata-se de um texto reflexivo, que conduz o leitor, por meio da compreensão do cerimonial, a uma profundidade a princípio insuspeitada - por trás da cerimônia do chá estão o taoísmo, o zen, todo um arcabouço filosófico que é anterior à sua face ritualística. À fugacidade e ao imediatismo que norteiam o mundo industrializado, o autor estabelece como contraponto estético e filosófico a cerimônia do chá - um culto ao presente, sim, mas também a busca da perfeição por meio da repetição secular do mesmo ritual.
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29 de fevereiro | 15h30 | Sala João Belchior Viegas