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Novembro de 2015 - Svetlana Aleksievich

Svetlana AleksievichStanislaviv, 1948 - 

Svetlana Aleksievich nasceu na União Soviética, em território ucraniano, a 31 de maio de 1948, filha de pai bielorrusso e mãe ucraniana. Quando o pai terminou o serviço militar, a família mudou-se para a Bielorrússia, onde os pais trabalharam como professores.

Aleksievich estudou jornalismo na Universidade de Minsk, entre 1967 e 1972. Durante os primeiros anos em que trabalhou em jornais, foi recolhendo o material com que haveria de escrever o livro de estreiaWar’s Unwomanly Face, em 1985. Para o fazer, pediu emprestados cinco mil rublos, tirou férias, comprou um gravador de cassetes e viajou pelas cidades e aldeias da União Soviética para registar as memórias das mulheres que estiveram na Segunda Guerra Mundial, pode ler-se numa entrevista conduzida por Natália Igrunova.

War’s Unwomanly Face foi o primeiro livro do ciclo “Voices of Utopia”, onde se inserem também The Last Witnesses (1985), The Boys in Zinc (1989) e The Chernobyl Prayer: the Chronicles of the Future (1997). O livro que encerrou este ciclo foi precisamente O Fim do Homem Soviético.

o fim do homem soviéticoO escritor que mais unfluenciou Aleksievich foi o bielorrusso Alés Adamóvich. Foi depois de ter lido um livro dele que começou “esta enciclopédia ‘vermelha’ de mais de 30 anos” chamada “Voices of Utopia”, explicou a Natália Igrunova.

Procurei o meu género durante muito tempo – para escrever da mesma maneira que o meu ouvido ouve. E quando li o livro Sou de Uma Aldeia de Fogo, compreendi que isso era possível”.

Na sua obra, a polifonia elogiada pela Academia Sueca traduz-se na forma como a jornalista dá voz a centenas de testemunhos, homens e mulheres protagonistas anónimos da história, a favor ou contra um regime.

"Não estou preparada para julgar como politóloga ou como economista. Queria simplesmente organizar todo esse caos. A sociedade desintegrou-se, atomizou-se, uma grande quantidade de ideias trabalham neste espaço. A minha tarefa era escolher as principais direções das correntes enérgicas da vida, dar-lhes uma forma literária, fazer isso com arte.

Queria que cada qual gritasse a sua verdade. Deixei falar toda a gente: os carrascos e as vítimas. Estamos habituados a sentir-nos uma sociedade de vítimas. Mas a mim sempre me interessou porque é que os carrascos estão calados? Porque é que o bem e o mal se igualaram?”. 

Por causa da sua posição crítica ao regime de Alexander Lukashenko, o homem que governa de forma autoritária a Bielorrússia desde 1994, Aleksievich viveu em países europeus como Itália, França, Suécia e Alemanha durante alguns anos. Mas, em 2011, regressou à capital bielorrussa, Minsk. Neste momento está a preparar dois livros, mas não adiantou o tema, nem quando estarão terminados.

O Nobel da Literatura é o prémio de maior prestígio para um escritor. Svetlana conta com outros prémios importantes no currículo, como o Erich Maria Remarque Peace Prize (2001) e o National Book Critics Circle Award (2006). 

O Fim do Homem Soviético, recebeu o Prémio Médicis Ensaio, em 2013, e foi considerado o Melhor Livro do Ano pela revista Lire.