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Ficar para as calendas

ficar para as calendasA expressão “ficar para as calendas” remete para algo que é adiado para mais tarde e acaba por nunca acontecer.

Na origem da frase está a expressão latina “ad calendas graecas”. O mês romano separava a semana em “calendas”, “nonas” e “idos”. As calendas eram o primeiro dia do mês; as nonas eram o quinto ou sétimo dia, consoante o mês; e os idos eram o dia 15 em março, maio, julho e outubro e o dia 13 nos restantes meses.  Todos os outros dias eram contados em função destas três designações. Por exemplo, “quatro dias antes das nonas”. Ficaram para a história os “idos de março” de 44 a. C., porque foi o ano de assassínio de Júlio César.

A expressão “ficar para as calendas” remete para uma data que nunca vai chegar – porque os gregos não tinham calendas.

Revista do Expresso, n.º 2201, de 3 de janeiro de 2015

 
Ir além das suas sandálias

plínio, o velhoEsta expressão usa-se quando alguém dá um palpite numa área que não é a sua, achando que tem conhecimento para algo quando não o tem.

A origem deste dito remonta ao escritor latino Plínio (23-79 d. C.), que imortalizou o pintor grego Apeles, habitante da Jónia no século IV. Plínio contava que Apeles tinha o hábito de exibir os seus quadros à porta do ateliê e de se esconder, ouvindo os comentários dos que por ali passavam.

Certa vez, passou um sapateiro, que criticou a forma como uma sandália estava pintada. No dia seguinte, ao passar por ali de novo, o sapateiro notou que a pintura da sandália tinha sido alterada. E, de ego inchado, teceu nova crítica, desta vez à perna da figura. Então Apeles saiu do sítio onde estava escondido e disse “Não vá o sapateiro além das suas sandálias”. Como quem diz: cada um que fale apenas do que sabe.

Revista do Expresso, n.º 2200, de 27 de dezembro de 2014

 
O pomo da discórdia

o pomo da discórdiaA expressão "o pomo da discórdia" significa, nos dias de hoje, o motivo central de uma discussão.

O que talvez não saiba é que este dito tem origem num episódio da mitologia grega, quando a deusa Discórdia, irritada por não ter sido convidada para a festa de núpcias de Tétis e Peleu, apareceu de surpresa na cerimónia com uma maçã (pomo) de ouro. Inscrito neste pomo estavam as palavras "à mais bela".

É claro que várias deusas - Hera, Afrodite e Atena - começaram logo a rivalizar pela distinção. Zeus, o senhor do Olimpo, empurrou a decisão para Páris, filho do rei de Tróia.

As três deusas prometeram coisas diferentes a Páris a troco da maçã: Atena ofereceu uma vitória na guerra, Hera o reinado sobre toda a Ásia e Europa e Afrodite prometeu-lhe o amor de Helena, mulher do rei de Esparta, Menelau.

Páris escolheu o amor de Helena, e com a ajuda de Afrodite, raptou-a e levou-a para se casar com ela em Tróia. Começava a Guerra de Tróia.

Revista do Expresso, n.º 2197, de 6 de dezembro de 2014

 
Dar pérolas a porcos

dar pérolas a porcosA expressão "dar pérolas a porcos" tem como significado oferecer algo de valioso a alguém incapaz de o apreciar.

Na sua origem está uma passagem do Evangelho de São mateus, no Novo testamento. "Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão, e aqueles, voltando-se contra vós, os despedaçarão."

A referrência ao "que é sagrado" eram os alimentos destinados ao sacrifício, que só os sacerdotes podiam comer. Se oferecidos a um cão, ele seria incapaz de os saborear, e os porcos fariam ainda pior às pérolas, destruí-las-iam.

É, assim, importante apropriar as oferendas aos seus destinatários. 

 

Revista do Expresso, n.º 2196, de 29 de novembro de 2014

 
Bicho de sete cabeças

hércules e a hidra de lernaDiz-se que um assunto é um "bicho de sete cabeças" quando se trata de um problema de envergadura para o qual não se vislumbra solução.

A origem da expressão remonta à Grécia Antiga e à famosa hidra de Lerna, uma serpente mitológica que tinha sete cabeças e era supostamente invencível, pois de cada vez que se lhe cortava uma cabeça esta renascia.

Esse foi o segundo dos célebres "doze trabalhos de Hércules", o herói do século II a. C., que conseguiu matar o monstro, lançando fogo sobre cada cabeça cortada.

Existe ainda outra teoria para a origem da expressão, relacionando-a com a primeira de duas do Apocalipse de São João, que era descrita como um monstro de sete cabeças e dez chifres.

Seja uma ou outra, a verdade é que "fazer um bicho de ste cabeças" tornou-se sinónimo de estar a complicar algo que não é assim tão complexo.

Revista do Expresso, 2194, de 15 de novembro de 2014

 
Eu sou um berlinense

ich bin ein berlinerA frase "Eu sou um berlinense - Ich bin ein Berliner" foi pronunciada pelo Presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy (JFK) a 26 de junho de 1963, em Berlim Ocidental, na altura em que a capital da Alemanha estava dividida pelo muro de berlim. Tornou-se histórica porque simbolizou o apoio dos EUA à Alemanha Ocidental, 22 meses após o muro de berlim ter sido erguido, no auge da Guerra FriaBerlim estava ocupada pelas quatro potências aliadas da II Guerra Mundial, dividida entre as secções francesa, inglesa, americana (parte ocidental) e russa (Berlim Leste).

JFK afirmou: "Há dois mil anos, não havia frase que se dissesse com mais orgulho do que "Civis Romanus Sum" ("Sou um cidadão romano"). Hoje, no mundo da liberdade, não há frase que se diga com mais orgulho do quw "Ich bin ein Berliner"... Todos os homens livres, onde quer que vivam, são cidadãos de Berlim (...)".

Revista do Expresso, n.º 2193, de 8 de novembro de 2014

 
Discutir o sexo dos anjos

Constantino XI paleólogoDiz-se que uma discussão é sobre "o sexo dos anjos" quando não leva a lado nenhum, quando é infrutífera.

Mas provavelmente não sabe que a origem da expressão é histórica e que remonta a uma importante data, a da queda de Constantinopla (atual Istambul), capital do grande Império Bizantino.

Quando os turcos do Império Otomano invadiram Constantinopla, a 29 de maio de 1453, saqueando e incendiando a cidade, Constantino XI Paleólogo (na gravura) foi morto em combate, tornando-se o último imperador bizantino. Enquanto o caos tomava conta da cidade, lá fora os teólogos locais mantinham-se, impassíveis, em concílio, discutindo "se Adão tinha umbigo e qual era o sexo dos anjos".

Dada a irrelevância da questão naquele momento, ficou a expressão "discutir o sexo dos anjos" para referir um debate que não tem qualquer interesse prático.

Revista do Expresso, n.º 2192, de 1 de novembro de 2014

 
O ovo de Colombo

o ovo de colomboA expressão "ovo de Colombo" é usada para falar de uma solução óbvia, que antes não tinha ocorrido a ninguém.

A história remonta ao século XV e deve-se a Cristóvão Colombo, o navegador que chegou à América em 1492, às ordens dos Reis Católicos de Espanha. Num banquete comemorativo em casa do cardeal Mendonza, alguém perguntou ao explorador se acreditava que outra pessoa poderia ter descoberto o novo continente. A sua resposta foi um desafio: será que algum dos presentes conseguia colocar um ovo em pé? O desafio foi aceite, mas nenhum conseguiu equilibrar o ovo. Então Colombo pegou nele, partiu a casca da parte de baixo e o ovo manteve-se em pé.

- "Mas isso qualquer um pode fazer." - retorquiu um dos cortesãos à mesa.

Cristóvão Colombo respodeu:

- "Convenhamos, no entanto, que apesar da sua simplicidade e facilidade, você não descobriu a solução, só eu ultrapassei a dificuldade. O mesmo ocorreu com a descoberta do Novo Mundo. Tudo o que é natural parece fácil, após conhecido ou encontrado. A dificuldade está em ser o inventor, o primeiro a conhecer ou a demonstrar".

E assim ficou, o "ovo de Colombo".

Revista do Expresso, n.º 2191, de 25 de outubro de 2014

 
Maria vai com as outras

D. Maria IChama.se "Maria vai com as outras" a uma pessoa influenciável, que facil- mente se deixa levar pelas opiniões alheias.

O que possívelmente não saberá é que a Maria da expressão era nem mais nem menos que a rainha D. Maria I de Portugal (1734-1816), que ficou conhecida pelos cognomes "A Piedosa" (pela sua devoção religiosa, que nos valeu a edificação da Baílica da Estrela e a fundação da Casa Pia), ou "A Louca". D. Maria viveu em reclusão nos últimos 24 anos da sua vida. 

Psicologicamente instável desde sempre, viu a sua sanidade agravar-se consideravelmente após as mortes do marido D. Pedro III, em 1876, e do filho, o príncipe herdeiro José, duque de Bragança, em 1878.

D. Maria ainda foi proclamada Rainha do reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves em 1815, um ano antes da sua morte, no Brasil - mas o facto de só poder sair acompanhada pelas suas aias (as tais "outras") deu origem à expressão.

Revista do Expresso, n.º 2190, de18 de outubro de 2014

 
Isto não é a casa da Joana!

joana I de nápolesA expressão é usada quando um lugar está muito desarrumado ou desordenado ou quando as pessoas se comportam com pouco decoro. Poucos saberão, no entanto, que a história por detrás desta fórmula linguística remonta ao século XIV e a uma rainha, Joana de Nápoles.

Joana I, que também era condessa da Provença, em França, foi acusada de conjurar para assassinar o seu marido e refugiou-se na cidade papal de Avignon. Durante esse período, aprovou, em 1347, um decreto a regulamentar os bórdeis da cidade no qual se incluia um artigo que dizia que estes teriam "uma porta por onde todas as pessoas possam entrar". 

A partir daí, os bórdeis passaram a ser conhecidos como "paços da mãe Joana" (paço no sentido de palácio). Daí para "casa da Joana" foi uma questão de tempo - séculos...

Mas a expresão perdeu a conotação sexual e passou a ser sinónimo apenas de desordem e confusão.

Revista do Expresso, n.º 2189, de 11 de outubro de 2014

 
Os dados estão lançados

passar o rubicaoA expressão latina "alea jacta est" foi proferida por Júlio César em 49 a. C., quando tomou a decisão de atravessar o rio Rubicão, que delimitava a Gália Cisalpina do território de Itália e da cidade de Roma.

O Direito Romano proibia a qualquer general atravessar o rio com as suas tropas, para fazê-lo era necessária uma autorização do Senado. Mas nesse dia, a dez de janeiro, Júlio César perseguia Pompeu e decidiu violar voluntariamente a lei, dando início a cinco anos de guerra civil. Então terá proferido a frase, segundo documentou o escritor e historiador Suetónio "Alea Jacta Est", que significa "a sorte está lançada".

A expressão ficou como sinónimo de uma decisão que já tem um desfecho, restando apenas revelá-lo.

Outra expressão que decorre deste episódio histórico é "atravessar o Rubicão": passou a significar uma decisão arriscada que, uma vez tomada, se torna irrevogável.

Revista do Expresso, n.º 2188, de 4 de outubro de 2014