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Livro do Mês
Dezembro de 2016 - Na lonjura de Timor

na lonjura de TimorAutor: José António Cabrita

Editora: Crocodilo Azul

Género: Romanve

Ano: 2016

Páginas: 224

 

Sobre o livro:

"Timor: a mais distante, a menos conhecida, a mais enfeitiçadora parcela desse canto europeu, cujo alto Império o Sol, logo em nascendo vê primeiro, foi também terra de muitos degredos. E de algumas deportações de pendor acentuadamente político. Anarquistas, deportados políticos, deportados sociais, cadastrados ou vadios, assim denominados, a certo tempo, chegaram a compor a sociedade timorense com um contingente de cerca de meio milhar de homens.

Alguns não resistiram às duras condições de vida; outros ali ganharam impulso para outros destinos, havendo um que alcançaria, até, um dos mais altos lugares da administração colonial; outros, ainda, se ficaram pela ilha verde e vermelha de Timor, construindo família e forjando um património matéria e social de grande vulto; e houve quem, vencido o tempo da pena, voltasse às suas origens para continuar a lutar pelos seus ideais.

Este escrito, de que se desejou um título – Na lonjura de Timor lha dook rai timor – escrito nas línguas constitucionalmente oficiais em Timor-Leste, dá conta de alguns desses casos de deportação política e a sua edição acontece num momento em que se comemora meio milénio desde que aquelas duas línguas se encontraram, para dar começo a um futuro inevitavelmente comum." (texto da contracapa do Livro)

A obra reúne vários elementos sobre uma das personalidades importantes e, hoje, algo esquecidas da nossa história, porque desempenhou papel de relevo na construção de Timor no século XX e deixou uma importante herança familiar para o século XXI: Manuel Viegas Carrascalão.

Manuel Viegas Carrascalão era natural de São Brás de Alportel.

Manuel Viegas Carrascalao foi tipógrafo, foi Secretario-Geral das Juventudes Sindicalistas Portuguesas, foi varias vezes preso, a ultima das quais em 1925 (durante a I Republica), sendo condenado a 6 anos de degredo pelo Tribunal Militar. (Fonte: João Freire, "As Juventudes Sindicalistas: Um Movimento Singular", 1989)

Manuel Viegas Carrascalão seguiu para Timor "metido" numa leva de deportados que, amontoados no navio "Pêro de Alenquer", largaram de Lisboa a 14 de Abril de 1927 e aportaram em Díli em 25 de Setembro do mesmo ano.

Numa carta de Manuel Viegas Carrascalão, datada de 24.07.1949, da «Fazenda Algarve-Liquiçá» e dirigida à Casa do Algarve em Lisboa, solicitava a sua inscrição como sócio. A carta está publicada no Boletim daquela associação regionalista. Dela extraímos as seguintes passagens:

"Pelo nome da minha fazenda, uma das mais importantes e belas deste maravilhoso Timor, tirarão Vossas Excelências a ilação de que não esqueci a formosa provincia onde nasci e que sinto imenso orgulho em ser algarvio. (...) Vinte anos estive sem visitar o meu Algarve, de 1925 a 1945, mas, relembrava constantemente, as fontes, os valados, os moiroços, os montes e os caminhos da minha terra e a sua gente, essa inconfundível e boa gente de São Brás de Alportel, onde todos são petas e parentes. E mal que pude, mal que regressei à metrópole, ido do inferno que foi Timor durante a guerra, lá fui eu, em romagem à minha terra natal e à formosa cidade de Faro, onde me criei e me fiz homem. (...) Voltei , mas comigo voltou a saudade do meu Algarve, e logo que pude dei o seu nome à minha fazenda, homenageando assim a minha província e dando-me ligeiramente a impressão de que nela vivo. (...) E aqui vivo, aqui moirejo, acompanhado de minha mulher e dos meus dez filhos, que embora nascidos em Timor, amam também o nosso Algarve, um porque já o visitou e os outros porque... são filhos dum algarvio." (Fonte: ALGARVE - Boletim Informativo da sua Casa Regional em Lisboa. 3ª série. Outubro 1953.)

Sobre o autor:

josé antónio cabritaJosé António Cabrita nasceu no ano de 1949. Estudou sociologia, e foi essa maneira de perceber como as pessoas interagem, se organizam e protagonizam a mudança, que ensinou por muitos anos.

Sobre o assunto, por vezes em grupo, redigiu um punhado de escritos, uns, que não romperam as paredes da academia, outros, muito poucos, que por aí andam, à disposição de quem se interesse: “Imagens da integração: representações sociais sobre a integração da agricultura portuguesa na Comunidade Europeia” (1992), Entre a Gândara e a Terra Galega (1998), José Maria dos Santos. E antes de “grande agricultor”? (1999), “Folclore da região caramela ou folclore de feição caramela de entre Tejo e Sado?” (2000), Rio Frio, retrato de uma grande casa agrícola (2006), e A fortuna de um fazedor de sonhos (2009).

 
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