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Livro do Mês
Dezembro de 2019 - Obra Poéticade David Mourão-Ferreira

obra poética de david mourão-ferreiraAutor: David Mourão-Ferreira

Editora: Assírio e Alvim

Género: Poesia

Páginas: 808

Sobre o livro:

Desta edição de Obra Poética, organizada e revista por Luis Manuel Gaspar com a colaboração de David Ferreira.

Fazem parte todos os livros e conjuntos de poemas organizados e publicados pelo autor, nomeadamente "Obra Poética" 1948-1988, com introdução de Eduardo Prado Coelho, e a sua obra posterior: "Lisboa — Luzes e Sombras "(1992), "Música de Cama" (1994), e "Rime Petrose", cinco sonetos publicados na revista Colóquio/Letras em janeiro de 1995.

Inclui ainda o "Cancioneiro de Natal", iniciado em 1960 e que o autor considerava uma "obra aberta” ou “em suspenso”», e agora concluído com um poema de 1995, "Som de Natal".

Sobre o autor:

Escritor português, nasceu em Lisboa, em 1927 e morreu, também nesta cidade, em 1996.

Licenciou-se em Filologia Românica em Lisboa, onde chegou a ser professor catedrático, organizando e regendo, entre outras, a cadeira de Teoria da Literatura.

Foi secretário de Estado da Cultura, entre 1976 e 1979; director do diário A Capital; director do Boletim Cultural do Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1984 e 1996; director da revista Colóquio/Letras; presidente da Associação Portuguesa de Escritores (1984-86) e vice-Presidente da Association Internationale des Critiques Littéraires.

A sua obra reparte-se pela poesia; pela crítica literária, pelo ensaio; pela tradução; pelo teatro; pelo romance; e também pelo jornalismo.

Embora os seus primeiros poemas datem de meados dos anos 40, a sua actividade poética começou a ganhar relevo quando foi co-director, a par com António Manuel Couto Viana e Luís de Macedo, da revista Távola Redonda (1950-1954), que se orientava para uma alternativa poética à poesia social, baseada na "revalorização do lirismo", exigindo ao poeta "autenticidade e um mínimo de consciência técnica, a criação em liberdade e, também, a diligência e capacidade de admirar, criticamente, os grandes poetas portugueses de gerações anteriores a 1950. Sem reservas ideológicas ou preconceitos de ordem estética", atributos a que acresciam como exigências a reacção contra a "imediatez da inspiração e contra o impuro aproveitamento da poesia para fins sociais", através do equilíbrio "entre os motivos e a técnica, entre os temas e as formas".

Foi no primeiro volume da Colecção de Poesia das Edições "Távola Redonda" que publicou a sua primeira obra poética, A Secreta Viagem, onde se encontram reunidos alguns dos traços que distinguiriam a sua poética posterior, nomeadamente a preferência pela temática amorosa, o rigor formal, a continuidade e renovação da lírica tradicional como, por exemplo, a de inspiração camoniana, ou a abertura a experiências poéticas estrangeiras. No poema "Dos Anos Quarenta", relembra leituras nessa etapa de iniciação poética: Proust, Thomas Mann, Rilke, Apollinaire, a "constelação pessoana", Álvaro de Campos, "E Régio Miguéis Nemésio", bem como as circunstâncias que rodearam essa descoberta, como o "despertar do deus Eros", a guerra, a queda dos fascismos e a perseverança da ditadura salazarista.

A obra de David Mourão-Ferreira foi várias vezes reconhecida com prémios literários, como, por exemplo: Prémio de Poesia Delfim Guimarães, 1954, para Tempestade de Verão; Prémio Ricardo Malheiros, 1960, para Gaivotas em Terra; Prémio Nacional de Poesia, 1971, para Cancioneiro de Natal; Prémio da Crítica da Associação Internacional dos Críticos Literários para As Quatro Estações; e, para Um Amor Feliz, os prémios de Narrativa do Pen Clube Português, D. Dinis, de Ficção do Município de Lisboa e o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores. Ao autor foi ainda atribuído, em 1996, o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores.

Fonte: David Mourão-Ferreira. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. (adaptado)

 
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