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A ascensão da nova ignorância |
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Não sei fazer os TPCs, a minha mãe também não e o meu pai não está |
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José Morgado
Público, 13 de dezembro de 2014
Com alguma periodicidade reentra na agenda a questão dos trabalhos escolares realizados em casa, os míticos TPCs. Trata-se de uma matéria controversa patente nos discursos e práticas de professores e também nas opiniões dos pais e encarregados de educação. A OCDE divulgou há dias um relatório interessante, "Does homework perpetuate inequities in education?", produzido com base em dados recolhidos no âmbito do PISA (Programme for International Student Assessment) nos anos de 2003 e 2012). Os alunos portugueses de 15 anos, dados de 2012, gastam em média quatro horas semanais na realização de trabalhos de casa, menos uma hora que em 2003 e menos uma hora que a média dos 38 casos estudados pela OCDE. |
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Daniel Sampaio
Público, 20 de dezembro de 2015
Começo por protestar contra o uso repetido deste termo “ranking”, como se o português não contivesse vocábulo apropriado. Hesitei em usá-lo, mas fui vencido pelo hábito: se escrevesse sobre a “classificação das escolas”, muitos leitores não saberiam do que estaria a falar.
A comunicação social, em regra tão omissa em tratar os problemas da escola (excepto os negativos), dedicou agora amplo espaço ao tema. A televisão optou até por se deslocar às “melhores” e às “piores” escolas, sem cuidar de aprofundar os fundamentos da seriação publicada.
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Eduardo Sá
LeYaEducação, 24 de novembro de 2015
Gosto, como todos nós, das crianças que leem. E preocupa-me que o seu amor pela leitura pareça, vezes demais, "constipado", como se fosse uma tarefa com o seu quê de insuportável para elas, que nos obriga a todos a perguntar porquê.
Será que as crianças são, "naturalmente", avessas a ler, ou seremos nós a "lê-las" mal, em relação ao seu envolvimento com os livros?
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Vamos brincar às bibliotecas? |
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Joana Portela
Correio do Vouga, 7 de outubro de 2015
Outubro é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares. Com o cair do Outono, misturam-se-me de novo nas mãos as folhas caducas e as páginas perenes. Há um tema, nestas crónicas, que é cíclico como as estações: os livros e as bibliotecas. Corro, bem sei, o risco de me repetir e de fatigar os leitores, mas habituei-me àquela voz pequenina, a pedir: “Mãe, conta outra vez!” E então eu reconto, e acrescento um ponto (ou dois...) para reflexão.
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